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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Resenha #127: "X Factor" & "Virtual XI" - Iron Maiden

Afinal, Virtual XI é tão ruim assim?

Aproveitando a vinda do Ex-Maiden, Blaze Bayley, em uma turnê pelo Brasil, que irá passar por Santa Catarina, nossa equipe decidiu ouvir os dois trabalhos gravados por ele que são "X Factor" e "Virtual XI". Enquanto o primeiro passou no teste do tempo, sendo considerado por muitos como um excelente trabalho do Iron Maiden, com elementos bem sombrios, o segundo é visto como um ponto baixo da discografia, odiado por nove entre dez fãs da donzela. Mas afinal, ele é tão ruim assim?


Bem, sim e não! Ouvindo o trabalho, dá para dizer que, sem colocar ao lado de obras como "Powerslave" ou "The Number of the Beast", ele apanha e apanha feio, só que por um momento, esqueça o logo que estampa o CD e o ouça como uma outra banda. Sim, é difícil, mas vamos tentar.

Futureal abre o trabalho e não é uma música ruim não, repetitiva talvez, pois tem um refrão que fica na cabeça por dias. The Angel And The Gambler tem uns solos bem 'rock' que ficaram interessantes, só que a música peca pelo tamanho, sabe aquele filme que se tivesse meia hora a menos seria perfeito? Aqui vale esse princípio, se a música não se repetisse tanto...

Lightning Strikes Twice é uma música perfeita para o Blaze cantar, ele até demonstra poder cantar em tons mais altos, mas claro, nada próximo ao Bruce. Essa faixa em si me mostrou uma pegada meio Judas Priest. The Clansman figura no 'set' até hoje, ela é perfeita! ... A faixa que vale o álbum, sem mais.


When Two Worlds Collide parece uma música que poderia estar em "X Factor" devido o seu clima sombrio e o aumento gradativo da canção. The Educated Fool tem linhas de guitarra e composição bem definidas no modelo da banda, é uma faixa que Blaze, mais uma vez, mostra esforço e até mesmo um vocal mais agressivo, linha essa que ele levaria para sua carreira solo.

As duas últimas faixas Don't Look To The Eyes Of A Stranger e Como Estais amigos, são bem originais, as duas apresentam uma dose de melancolia, que se enquadram ao final da obra. 

Talvez o Diabo, ou no caso o Eddie, não seja tão feio como se pinta e não, não estamos diante de um trabalho inesquecível, mas também não merece o obscurantismo que "Virtual XI" sofreu. Fica a indagação - qual grande banda nunca realmente errou? Que atirem os seus 'Load' e 'St Anger' quem discordar.


Revisado por Carina Langa.

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