Década do Metal # 02

Hail Headbangers! Chegamos na segunda edição desse quadro, que tem como objetivo ao longo desse ano, reverenciar  grandes registros metálicos da década. Então segue mais três trabalhos que consideramos bem marcantes!

1) "Worship Music" (2011) - Anthrax



 Os fãs da banda passaram por uma verdadeira confusão nessa época, pois tinhamos a saída de John Bush, a entrada ou quase isso de Dan Nelson (quem?), até o retorno de Joey Belladonna, muito bem vindo.
E esse retono ao passado, faz esse trabalho ser citado aqui como um dos mais marcantes da nossa década. O décimo trabalho é sim um retorno as raízes, mas com uma produção melhor e mais cuidadosa. 

Depois de uma intro, toma um 'blast beat', Earth on Hell! Que começo, meus amigos! Vontade de pegar o cinto de bala, o tênis branco cano alto e ir pro 'mosh'. The Devil You Know é aquele som que faz a banda ser admirada pelos fãs, é thrash com melodia, um convite tanto para o bate cabeça, como para cantar junto.
Fight Em Til You Can't, é uma das melhores composições da banda. I’m Alive é pulsante, e faz a gente entender que Belladona voltou para onde nunca deveria ter saído. Nesse álbum ainda encontramos homenagens ao Judas Priest, com a faixa que leva o nome da banda, e a 'power ballad' In the End, um meorial a Ronie James Dio e Dimebag Darrel.

Se alguns detratores da banda diziam que o Anthrax não estava a altura do 'Big Four', "Worship Music" veio calar a boca deles, fácil, fácil.



2) "In Waves" (2011) - Trivium


 O 'metalcore' foi um gênero que cresceu muito rápido e gerou, como sempre acontece, um mar de clones! Porém, com o baixar dessa onda (com perdão do trocadilho), só as bandas de real talento sobreviveram e o Trivium se encaixa nesse perfil. Cada vez mais distante das comparações com os seus conterrâneos do Metallica, procurando sua identidade, nessse trabalho eles conseguiram!

A banda veio de uma mudança de formação com a entrada do baterista Nick Augusto, que veio para substituir Travis Smith. Talvez esse sangue novo fosse o que a banda precisava, pois depois da bonita intro Capsizing The Sea, a faixa título apresenta os vocais de Matt Heaf na sua melhor forma.

Inception Of The End é 'metalcore' na sua melhor essência. É bem interessante notar que depois desse trabalho, os vocais limpos iriam dominar a sonoridade da banda, então as faixas Watch the World Burn e Built To Fall que se aproximam da sonoridade mais comercial, indicavam isso. Mas se for para destacar um som específico começe com A Skyline’s Severance, um dos momentos mais pesados da banda. Em tempos que se discute quem vai manter a chama do metal acesa quando nossos ídolos morrerem, o Trivium se demonstra como uma grande referência.



3) "Unto The Locust" (2011) - Machine Head




 Depois de um começo avassalador com "Burn My Eyes" (1994), o Machine Head foi abraçando a onda do 'new' metal nos anos 90/2000, fazendo até, a gente esquecer que ali tínhamos músicos de enorme gabarito, com passagem pelo Vio-lence. Pois bem, depois da queda, o coice! "The Blackening" um trabalho maduro e muito, mas muito bom! Então a dúvida. O que lançar depois de um álbum desse? Um trabalho melhor ainda! 

Com músicas mais progressivas e com um acento de 'Heavy' Metal tradicional, que caíram muito bem na proposta em todas as faixas, além de outros elementos. Como no começo de I Am Hell (Sonata in C#) que descamba para uma patada, nas suas três partes. Locust, que é o single do trabalho,  é dona de um 'riff' de um poder ímpar. 

Darkness Within é o mais próximo que uma banda de metal deveria chegar de uma balada. Tente não se arrepiar na sequência com o coral de crianças de Who We Are, não sei porque, me lembrei de Ave Satana, um hino que faz parte da trilha sonora do filme "A Profecia". 

Posso estar exagerando, mas arrisco a dizer que cada banda tem um clássico na sua discografia e o Machine Head em 2011 lançou o seu!





Revisado por Carina Langa.


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