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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Terror Underground #13: "O Exorcista" (1973)

Foi no dia 26 de dezembro de 1973, à 46 anos atrás, que o melhor filme de terror de todos os tempos foi lançado. Bem no clima de natal, em um momento perfeito para mostrar uma aula, como serviu para todos que vieram depois. É até difícil apontar apenas um mérito para tal sucesso. Ressalvo então, a direção de William Friedkin, que era extremamente abusiva e até mesmo violenta, as lendas e mortes que rondaram o filme e sua equipe ao longo dos anos e claro, o roteiro e atuações.

Baseando-se no livro de William Peter Blatt, é fato que essa geração que se empolga com 'jump scare', pode achar o andamento do filme meio lento, mas mesmo correndo esse risco, vale muito a pena conferir essa obra prima do cinema, não só de horror, mas como arte, de maneira mais ampla. 


Podemos dividir o filme em três atos. O primeiro onde há negação da possessão, temos a mudança da personalidade de Regan, de menina dócil para uma faceta mais revoltada, onde procura-se achar motivos para isso, desde a ausência da mãe, a adolescência, entre outros.

No segundo ato, pós a falta de respostas por parte da ciência, temos a procura religiosa. Note como a introdução do padre Merrin, uma figura atormentada e com momentos de dúvida da sua religiosidade, aborda questões relacionadas a fé e a perca da mesma.

Sob a influência do demônio Pauzu, temos os melhores momentos do filme, com a famigerada cena do crucifixo e do vômito, que realmente fez gente passar mal! Não como essas modinhas de bonequinhas de hoje em dia.


Difícil sair ileso desse filme! Linda Blair teve em sua carreira sempre a marca de Regan, o mesmo pode ser dito para Jason Miller no papel de padre Damien Karras. Outros feitos foram o fato de o longa receber oito indicações ao Oscar, entre elas a de melhor filme, porém levou apenas as estatuetas de som e roteiro adaptado.

Oficialmente tivemos nove mortes em situações no mínimo, inusitadas, o que aumenta a mística desse filme, porém o que fica evidente mesmo, é o fato de ter alçado o terror para outro patamar, claro, sofreu com continuações esquecíveis e uma série até que boa. Influenciou também o 'Heavy Meta'l com inúmeras citações, desde Nervochaos com Pazuzu is here, até o finado Bywar com Heretic Sign


Tenho minha dúvida que algum filme consiga hoje criar toda atmosfera que O Exorcista criou, a perca da inocência, a vitória do mau, um terror com T maiúsculo, como está cada vez mais escasso no cinema, assim como o Mau ... O Exorcista é eterno!


Revisado por Carina Langa.

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