Ideologia no Metal Extremo: Um repudio aos vermes que sujam o movimento


O Headbanger não é um fã comum, existe no movimento um elemento social que faz com que um sentimento de pertencimento nos una e faça parte da nossa vivência, algo que vai além da música criando uma ideologia, um estilo de vida.

E pensando nisso que o termo cena, na nossa opinião faz sentido, pois por mais que tenhamos infinidades de problemas (Desunião, panelas, intrigas etc....) É incontável o número de bandas que surgem por dia, sem muitas vezes almejar o Mainstream e sim tocar definindo suas mensagens para os verdadeiros fãs.

No metal extremo a questão ideológica é muito mais forte, afinal de contas estamos falando de um som que foi feito para transgredir, se formos pensar nos primórdios do estilo com Venom, como referencial o satanismo teve essa visão de chocar o moralismo social da época. Ao mesmo tempo, eles declaravam que não se levavam tão a sério, porém, a semente estava plantada e a partir daí muitas interpretações foram tomadas.

Claro que aqui não cabe julgar as crenças de cada um, nem suas opções sejam elas religiosas, sexuais, pois isso vai contra a corrente do que o próprio metal define em si, somos um movimento que já sofre com preconceitos e pagar com intolerância não seria o caminho.



Recentemente o caso da agressão sofrida por Camila Postal, nos mostra que existem muitos vermes infestando nossa cena, não importa o que o agressor (e por incrível que pareça seus seguidores) tornem a defender, pois agressão à mulher é inaceitável, não importa o quanto você seja adepto de uma ideologia em si, o próprio satanismo critica veemente tal atitude, que na verdade é apenas uma demonstração de imbecilidade, mascarada em um machismo idiota que não faz sentido algum.


Não à toa o mesmo idiota metido a machão, Daniel Abreu, vocalista do Mork Visdom e Esgaroth esteve envolvido na agressão ao duo paulista Test, alegando que um comentário foi responsável para desencadear a ira daqueles que dizem que black metal é guerra e honra, desculpe-me sou um grande admirador de Black Metal mas não consigo ver honra em dois caras espancando outro que pasme faz parte do mesmo movimento no caso, a música extrema.







Outro exemplo, é o vocalista Aaron do Power From Hell e Anarkhon que fora acusado de atacar uma jovem de 17 anos em São Paulo. Isso para ficar só nos atos consumados, sem citar as ameaças e declarações que afetam a cena trazendo mídia negativas, pois sabemos que mil ações boas não serão bem vistas, porém uma errada terá repercussões enormes, e isso de nenhuma forma pode ser considerado positivo.

No entanto, a violência não se limita a apenas mulheres, na cena já houve casos de homofobia, o principal deles causado por Henrique (ex membro da Evil) onde assassinou um adestrador de cães de 42 anos. Infelizmente, no ano de 2017 uma banda de cunho racista marcou datas para o Brasil, a Graveland, todavia está havendo um grande boicote para a banda ser cancelada.

Sendo assim nos do U.E e URM acreditamos que nossos esforços são para manter a cena ativa e sempre estaremos do lado dos verdadeiros headbangers, então se você compartilha de nossos ideais, agregue-se junto de nós, se não, se compactua com ideais misóginos, preconceituosos e nazistas então que se dane e desapareça para o bem da cena e para seu bem. E metalheads de verdade apreciem a música, mantenha suas ideologias, porém, o mais importante sempre será o respeito.


Longa vida ao metal negro






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Baphomet

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