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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Entrevista #02: Skombrus

Algo está acontecendo na Ilha da Magia que a está transformando em Ilha do Inferno (rsrsrs) com a quantidade de bandas mais extremas que vem pintando nessa área. E nós do Underground Extremo, tivemos a honra de entrevistar uma das bandas que vem despontando nesse cenário. Com vocês, a banda Skombrus:


1) Primeiramente obrigado pela entrevista! Somos um 'blog underground' que defende que a união é o caminho para o fortalecimento da cena. Para começar, poderiam nos falar um pouco dos primórdios da banda, ou seja, quando começou a ser formar a Skombrus?

R: A Skombrus iniciou suas atividades em meados de 2010, do encontro de integrantes de bandas da década de 90, que ao se reunirem em eventos e bares da região, decidiram em conversas, em formar mais uma banda para cena local catarinense.

2) A banda passou por mudanças de formações, o que é muito natural, nos conte qual a formação atual e quais são as influências dos músicos atuais:

R: Sim a banda passou por algumas mudanças de formação, mas sempre visando o melhor para coletividade da Skombrus.
A formação atual da Skombrus, conta com Luis Maddrumer (Baterista 2010) e Robson Echeli (Guitarra). Influências são muitas, pois somos uma banda com integrantes na média de 40 anos, e temos muita bagagem sonora em mente. Cada um tem suas preferências musicais, difícil falar nome de bandas, porque gostamos de som que vão desde o 'punk' e 'hardCore' até o metal extremo. Mais com essa nova formação, tentamos buscar algo na linha do Kreator, Sodom, Ratos, Exodus, Slayer, e Dew Scented que são bandas de referência mundial para quem gosta de Metal.

3) A banda possui uma sonoridade bem marcante, afinal de contas, o 'crossover' passeia pelo 'thrash', ao mesmo tempo com os dois pés no 'hardcore'. Nos 'shows' qual a principal parcela de público, predomina os 'bangers' ou mais 'punks'?

R: Sim, como tivemos algumas trocas de integrantes, a Skombrus no início tinha uma linha mais 'HardCore'. Era somente uma guitarra, mas com a entrada e saída de alguns integrantes, acabou caminhando para o 'Crossover', e nos dias de hoje, com a nova formação, acabamos puxando mais para o lado 'Thrash'. Mas em nossas músicas, sempre deixamos algumas passagens de 'riff`s', voltadas ao 'HardCore'/'Crossover'. 

Então, a Skombrus não pensou em fugir ou abandonar os gêneros musicais, aconteceu com naturalidade na entrada de novos integrantes. Por isso, nos dias de hoje, tocamos em qualquer evento dos gêneros citados, desde que os organizadores nos convidem. Acreditamos que quem apóia a cena autoral 'underground' não deve deixar de apoiar as bandas, independente se é mais na linha 'punk' ou voltado ao 'banger', e sim, devem unir o público.

Nosso alvo sempre é em busca de uma sonoridade que agrade a quem estiver presente nos eventos que tocamos, mas percebemos que infelizmente, algumas pessoas deixaram de seguir, talvez por buscarmos o melhor pra banda. Em nosso repertório tocamos músicas que passaram por todas formações e fazemos questões de tocar, independente do público, porque valorizamos, desde os 'Punks' até os 'Bangers'.

4) A 'Demo' "Crack Massacre" é um ótimo cartão de visitas e mostra uma banda bastante agressiva, porém os 'bangers' querem ouvir um trabalho completo. Quando teremos um álbum da banda?

R: "Crack Massacre", além de ter um belo título de 'Demo', é uma excelente música, percebemos isso pelo público presente que sempre curte quando iniciamos o primeiros 'riff`s'. Essa 'Demo' foi  gravada com  a penúltima formação da Skombrus, onde todos os 'riff´s' são do ex-guitarrista/vocal, o Rodrigo Silva.
Então, estávamos trabalhando na produção de músicas para lançar o álbum, foi quando perdemos nosso guitarra/vocal. Com isso, tivemos uma queda, onde fizemos alguns testes em busca de um novo 'Front Man'. Agora que temos a nova formação completa, estamos trabalhando para lançar o álbum em meados de 2016.

5) As letras da Skombrus possuem uma mensagem bem clara de inconformismo e revolta. Quem são os responsáveis pela temática da banda e qual a importância de optar pelo português para divulgar suas opiniões?

R: Para aqueles que não sabem ainda, a Skombrus com esta nova formação, decidiu em conjunto, começar a fazer as músicas em inglês, devido ao formato que estão saindo as novas músicas e também pelo timbre de voz do novo vocalista. Os temas são focados na revoltas, inconformismo, acontecimentos trágicos e desumanos no mundo em geral, etc.


6) Red Razor, Deadplan, e Fortress. Com certeza, Floripa e a cena catarinense no geral, sempre revelam grandes bandas. Como vocês avaliam o cenário local? Ainda existe aquela distância entre os grandes centros, ou isso é lamentações saudosistas?

R: Pô, realmente a cena da grande Florianópolis está sempre renovando e mantendo bandas de alto nível para mundo 'underground'. Temos bandas com muito potencial, mas infelizmente estamos um pouco afastados dos grandes centros, mas nada que impeça o movimento de acontecer, apenas fica mais difícil de abrir a estrada das bandas para o reconhecimento nacional e por fim mundial.

Temos uma cena forte com vários festivais e eventos que fazem a cena das bandas 'underground' da grande Florianópolis e do Estado se unirem, apoiando umas as outras, isso realmente é excelente, pois instigam a surgir cada vez mais bandas.

7) A banda foi escalada para abrir os shows da Crixixs e da Jackdevil, além de fazer parte do 'cast' do Otacílio. Quais são as perspectivas para tais 'shows' e qual opinião de vocês sobre bandas que pagam para tocar?

R: Com relação ao 'shows' da Crixixs e Jackdevil, infelizmente não aconteceu, foi cancelado. Já com relação ao Otacílio, estamos bastante focados em fazer um dos nossos melhores 'shows', pois será nosso primeiro grande festival, ainda mais tocando no Otacílio Rock Festival, que tem bastante reconhecimento e que tem um grande publico, aonde poderemos passar um pouco do que é a Skombrus para todos presentes. Bah, nossa opinião sobre bandas que pagam para tocar? Não podemos fazer um crítica, pois já pagamos, queimamos alguns combustíveis para o deslocamento, nunca pagamos em verba física. 
O que tem que acontecer é a valorização dos organizares dos eventos, em saber que toda banda tem gasto e nada melhor do que ser reconhecido quando se tem a possibilidade de receber algum lucro, não para ficar rico, e sim para pagar ao menos os prejuízos com relação a ensaios, equipamentos, deslocamentos, etc.

8) O blog Underground Extremo agradece a entrevista! Gostariam de deixar um recado para os leitores do blog?

R: Primeiramente, agradecer a vocês por nos dar essa oportunidade e participar do seu blog. Dizer aos leitores que nunca deixem de apoiar as bandas, sempre que possível compareçam aos eventos, contribuindo para o fortalecimento da cena 'underground', pois somente assim, acreditamos que as bandas nunca irão parar, mantendo a chama sempre acessa, e abrindo portas para novas bandas surgirem.

Abraços a todos.


Revisado por Carina Langa.

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